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segunda-feira, 21 de maio de 2012

CRISTO RESSUSCITOU!


“Encontraram removida a pedra do sepulcro, mas, quando entraram, não encontraram o corpo do Senhor Jesus. Ficaram perplexas, sem saber o que fazer. De repente dois homens com roupas que brilhavam como a luz do sol colocaram-se ao lado delas. Amedrontadas, as mulheres baixaram o rosto para o chão, e os homens lhes disseram: "Por que vocês estão procurando entre os mortos aquele que vive? Ele não está aqui! Ressuscitou! (Lucas 24.2-6)
Esse acontecimento fundamental e essa frase tão gloriosa têm atravessado séculos: Jesus ressuscitou! 
A Ressurreição é o evento mais importante do Cristianismo e de toda a história da humanidade. Nada tão poderoso foi dito desde a criação do mundo.
A ressurreição do Senhor é a demonstração do imenso poder de Deus e de Sua soberania sobre a vida e a morte. Apenas o Deus criador seria capaz de devolver à vida aquele que já morrera.
A ressurreição de Jesus é também a garantia de que nós ressuscitaremos e viveremos eternamente com Cristo. É o fundamento da nossa fé e da nossa esperança. Como Paulo alertou os coríntios a esse respeito: “Se não há ressurreição dos mortos, então nem mesmo Cristo ressuscitou; e, se Cristo não ressuscitou, é inútil a nossa pregação, como também é inútil a fé que vocês têm. Se é somente para esta vida que temos esperança em Cristo, dentre todos os homens somos os mais dignos de compaixão.” 
(1 Co. 15.13,14,19)
A Ressurreição é a vitória gloriosa e triunfante da Vida sobre a morte, pois Jesus morreu, ressuscitou e voltará! A morte não pode conter o nosso Salvador. Da mesma forma, nós não morreremos, antes, seremos participantes dessa vitória e viveremos eternamente com Cristo Jesus. “Quando, porém, o que é corruptível se revestir de incorruptibilidade, e o que é mortal, de imortalidade, então se cumprirá a palavra que está escrita: "A morte foi destruída pela vitória".” (1 Co.15.54)
Há um hino que retrata o refrigério e o descanso que a ressurreição de Cristo proporciona às nossas almas: “Porque Ele vive, posso crer no amanhã; porque ele vive, temor não há. Mas eu bem sei, eu sei, que a minha vida está nas mãos do meu Jesus, que vivo está”.
Cristo ressuscitado é a nossa alegria, a nossa vitória, a nossa esperança...

Rosane Itaborai Moreira

segunda-feira, 2 de abril de 2012

O CORDEIRO PASCAL

A Páscoa foi uma festa instituída por Deus em lembrança da libertação dos israelitas da escravidão do Egito. O nome significa passagem, alusão à visita do anjo da morte que eliminou os primogênitos egípcios e preservou os hebreus cujas portas das casas tinham sido aspergidas com o sangue do cordeiro pascal (Ex.12.11-27).
Era uma festa com muitas regras a serem observadas pelo povo. O cordeiro morto tinha que ser sem defeito, novo e macho. Na mesma noite, o cordeiro assado deveria ser comido com pão asmo e ervas amargas, não devendo ser quebrados os seus ossos. Se havia sobra para o dia seguinte, esta devia ser queimada. Durante os oito dias da Páscoa não se podia comer pão levedado. Era tão rigorosa a obrigação da guarda da Páscoa que todo aquele que a não cumprisse seria condenado à morte (Nm 9.13). E aquele que tivesse qualquer impedimento legítimo, como jornada, doença ou impureza, tinha que adiar sua celebração até ao segundo mês do ano eclesiástico. Vemos um exemplo disso no tempo de Ezequias (IICr 30.2-3).
Para os cristãos, Jesus Cristo é o sacrifício da Páscoa. Perfeito e sem pecado. Isso é claro na profecia de João Batista, em Jo. 1.29: "Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!" e na ordem do apóstolo Paulo: "Lançai fora o velho fermento, para que sejais nova massa, como sois, de fato, sem fermento. Pois também Cristo, nosso Cordeiro pascal, foi imolado." (1Co 5.7).
Jesus Cristo é o Cordeiro de Deus que foi sacrificado para salvação e libertação dos pecados de todo homem que crê. Para a saída da escravidão do pecado e da morte e entrada na liberdade que nEle há.
Para isso aprouve a Deus que a Sua morte acontecesse exatamente no dia da Páscoa judaica, apresentando de forma clara o paralelo entre o sangue do cordeiro e o sangue do próprio Jesus.
A Páscoa dos hebreus libertou-os da escravidão física e da opressão dos egípcios. O sangue de Jesus nos livrou da escravidão espiritual, do pecado e da morte eterna.
Como Paulo declarou “Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus” (Rm 8.1). E ainda Pedro: “Sabendo que não foi mediante coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados do vosso fútil procedimento que vossos pais vos legaram, mas pelo precioso sangue, como de cordeiro sem defeito e sem mácula, o sangue de Cristo” (IPe. 1.18,19).

Rosane Itaborai Moreira

Postado em 03/04/2010

terça-feira, 15 de novembro de 2011

O VERDADEIRO RESGATE

No último domingo, 13 de novembro de 2011, o Brasil pode assistir a cobertura completa da retomada das favelas da Rocinha, do Vidigal e Chácara do Céu pelas forças de paz. A ocupação foi um sucesso e, no dia seguinte, o clima já era de tranquilidade. Depois de 40 anos subjugados pelo tráfico de drogas, os moradores do local podem, enfim, ter esperança de uma vida digna e de paz.
Se esse exemplo pontual de resgate da liberdade nos emociona e nos leva a confiar em dias melhores, precisamos entender o valor infinitamente maior do resgate da vida eterna por Jesus, ao retirar o homem do poder do pecado, da morte e da condenação, reconciliando-o com o Pai.
A Palavra de Deus relata que o pecado entrou na humanidade, sujeitando-a à morte eterna e condenação e separando-a de Deus.“Portanto, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens por isso que todos pecaram” (Rm. 5.12); “todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus” (Rm 3:23).
Nessa condição, até a própria Lei, dada por Deus como orientação humana, tornou-se objeto de reprovação. “E o mandamento que era para vida, achei eu que me era para morte. Porque o pecado, tomando ocasião pelo mandamento, me enganou, e por ele me matou.” (Rm. 7.10,11)
Como éramos escravos do pecado, da morte e da condenação, nosso acesso a Deus era limitado e nosso relacionamento com o Pai estava comprometido. Nossa esperança havia sido anunciada pelos profetas a aguardávamos ansiosamente a vinda daquele que nos resgataria a vida e a liberdade.
Somente uma atitude divina e gratuita seria capaz de liquidar essa dívida, pois isso seria impossível ao homem. E foi essa a missão de Cristo, morrer e pagar a nossa condenação, promovendo a justiça de Deus e conduzindo-nos novamente à vida e à presença do Pai. "Porque, se pela ofensa de um só, a morte reinou por esse, muito mais os que recebem a abundância da graça, e do dom da justiça, reinarão em vida por um só, Jesus Cristo" (Rm. 5.17).
O verdadeiro resgate da vida humana foi o que Jesus nos proporcionou na cruz do Calvário. A nossa libertação em Cristo é a conquista da liberdade plena, da dignidade e da vida eterna. É a esperança em dias melhores e a certeza da paz total com Deus, que somente o sangue do Cordeiro pode promover. “Tendo sido, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo; pelo qual também temos entrada pela fé a esta graça, na qual estamos firmes, e nos gloriamos na esperança da glória de Deus.” (Rm. 5.1,2)

Rosane Itaborai Moreira

quinta-feira, 3 de março de 2011

O ALVO DO CRISTÃO

Segundo o dicionário, caráter é um conjunto de qualidades, boas ou más, que distinguem uma pessoa. Em linguagem comum, o termo decreve os traços morais da personalidade. Assim, toda a forma de pensar e agir, independente de estar a sós ou sendo observado, é traço característico do caráter de um indivíduo.
A Bíblia diz que devemos buscar o caráter de Cristo; que este deve ser nosso alvo. E essa transformação não é atingida imediatamente; ela é fruto de uma busca contínua e persistente, e nem sempre confortável. No entanto, ao nos dispormos, Deus age em nossas vidas e vai nos aperfeiçoando à Sua imagem e semelhança. “Mas todos nós, com rosto descoberto, refletindo como um espelho a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor.” (2Co. 3.18)
Essa disposição em direção à busca do caráter de Jesus só se inicia quando há a percepção de que somos imperfeitos e que necessitamos de aprimoramento tendo o Senhor como exemplo e alvo. Ao entendermos os nossos defeitos e a excelência de Cristo, podemos abrir mão de nossos desejos e permitir o tratamento de Deus.
O primeiro gesto do homem que busca ser semelhante a Cristo é se humilhar diante da grandiosidade e perfeição de Deus. A iniciativa é nossa, mas, como já foi dito, não alcançaremos nosso intento por nós mesmos, e sim pela ação do Espírito Santo. Não será um trabalho humano, mas divino e sobrenatural.
Jesus afirma em João capítulo 15 que Ele é a videira e nós, a vara; e que o Pai limpa toda vara que dá fruto, para que dê mais frutos ainda. Essa é a garantia que temos: que é o próprio Deus age em nossas vidas para que cheguemos “a homem perfeito, à medida da estatura completa de Cristo” (Ef. 4.13).
Nesse processo, uma coisa muito interessante acontece: a medida que conhecemos a Deus e somos por Ele transformados vamos percebendo o quando necessitamos, ainda mais, de sermos limpos e aperfeiçoados.
Aos poucos, Deus vai moldando nosso caráter, retirando nossos traços indesejáveis e melhorando nossas virtudes. A única condição é a persistência em permanecer em Cristo, buscando-O e reconhecendo a nossa condição de dependência.
Devemos lembrar que há um propósito maior quando Deus nos ensina buscar ser igual ao Senhor. E esse propósito não é apenas o nosso testemunho terreno nessa vida, mas também a nossa vida eterna. Não podemos nos esquecer que não findaremos com a morte; viveremos com Jesus. Ainda mais por isso, devemos nos manter firme em direção ao alvo, pois com Ele também reinaremos eternamente.

Rosane Itaborai Moreira

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

O REINO DE DEUS

Seguir a Jesus é uma atitude corajosa, que exige renúncia e determinação. O Reino de Deus, verdadeiramente, não é daqui. Os seus valores não são os do mundo. Ao contrário, os valores enaltecidos no Reino são desprestigiados e repudiados por nossa sociedade.
No Magnificat de Maria, ela declara sua esperança em relação ao novo reino que se apresentava:
“Porque me fez grandes coisas o Poderoso; e santo é seu nome.
E a sua misericórdia é de geração em geração sobre os que o temem.
Com o seu braço agiu valorosamente; dissipou os soberbos no pensamento de seus corações.
Depôs dos tronos os poderosos, e elevou os humildes.
Encheu de bens os famintos, e despediu vazios os ricos.” (Lc. 1.49-53)
A vinda do Deus encarnado à terra marcou a instauração do Seu Reino não apenas na Palestina, mas em todo lugar que tiver a presença de cada um de seus seguidores.Afinal, ele existe primeiramente dentro de cada um de nós.
O Seu Reino não determinou somente uma nova ordem social, como também estabeleceu novos conceitos morais, espirituais e relacionais. Revolucionou a sociedade da época e todas as épocas que vieram após sua vinda.
Assim sendo, as declarações de Jesus devem encontrar lugar em nossos corações e em nossos atos para que promovam mudança no mundo.
O Senhor elogiou a viúva pobre que dera todo o seu sustento, apesar de serem apenas duas moedas. Considerou “próximo” o samaritano, desprezado historicamente pelos judeus. Desvalorizou a religiosidade do jovem rico, mostrando que o entendimento da lei ultrapassava as aparências. Declarou felizes os mansos, injustiçados, perseguidos, puros e aqueles que choram. Ensinou o perdão, a renúncia e a misericórdia. Amou os pecadores e os desprezados. Por isso, e muito mais, enfureceu os judeus, que sentiram-se afrontados e ameaçados pela grandeza e veracidade de suas afirmações e atitudes.
Somos, igualmente, como discípulos de Cristo, convidados a revolucionar a sociedade, a não seguir os seus padrões. Afinal, pertecemos ao Reino de Deus, um reino que tem Jesus no comando, cujas regras e leis não se dobram ao poder, conhecimento e riqueza humanos.
O Reino, ao contrário, é regido pelo amor, justiça e misericórdia; requer que nos esvaziemos de nós mesmos e nos submetamos ao Senhor, que caminhemos a segunda milha e ofereçamos a outra face. Exige que nossa vida seja o testemunho vivo do senhorio de Cristo.
Fazer parte do Reino de Deus é ser o sal da terra e a luz do mundo, ser daqueles que não se dobram e “têm alvoroçado o mundo, ... estes procedem contra os decretos de César, dizendo que há outro rei, Jesus.” (At. 17.6,7)

Rosane Itaborai Moreira

quinta-feira, 22 de julho de 2010

O REINO E A RIQUEZA


Quando Jesus afirmou aos discípulos que é mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que entrar um rico no Reino de Deus, Ele acabara de ter um encontro com o jovem rico (Mt. 19), que recusara vender e doar seus bens aos pobres em troca do tesouro no céu.
Seguindo o texto, no versiculo 27, Pedro pergunta: “Eis que nós deixamos tudo, e te seguimos; que receberemos?”
No versiculo 29, Jesus afirma: “E todo aquele que tiver deixado casas, ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe, ou mulher, ou filhos, ou terras, por amor de meu nome, receberá cem vezes tanto, e herdará a vida eterna.”
Percebemos que a palavra básica nesse contexto é despojar, ou seja, privar da posse. Para alcançar o Reino de Deus devemos ser libertos de toda forma de acúmulo e excesso que nos aprisiona e impede de aprofundar no conhecimento do Senhor e caminhar na carreira cristã. No texto em questão, o obstáculo é a riqueza, os bens materiais.
O Evangelho de Mateus (cap.13) mostra o valor do Reino dos Céus. Diz que assemelha-se ao negociante, que, ao encontrar uma pérola de grande valor, vendeu tudo quanto tinha, e comprou-a. Ou como um tesouro escondido num campo, que um homem achou e escondeu; e, vai, vende tudo quanto tem, e compra aquele campo. Ainda como uma rede lançada ao mar, e que apanha todos os tipos de peixes, mas só colocam nos cestos os peixes bons; os ruins, porém, jogam fora.
Quando o Reino é encontrado, as demais coisas são necessariamente abandonadas, pois tornam-se desprezíveis diante da importância do tesouro do céu. Fica impossível conviver com a busca da riqueza material, pois o Reino de Deus é precioso e urgente para aqueles que o alcançam.
Jesus mesmo afirmou: “Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de aborrecer-se de um e amar ao outro, ou se devotará a um e desprezará ao outro. Não podeis servir a Deus e às riquezas.” (Mt. 6.24)
É por isso que é mais fácil passar um camelo no buraco da agulha. O rico, com os seus bens, possui segurança nessa vida terrena e se preocupa em manter tal garantia. Ainda não se lançou totalmente nos braços de Jesus. Falta-lhe despojar-se das riquezas, lançar fora os impedimentos de chegar ao tesouro no céu e confiar no Senhor.
Para obter o Reino é necessário renúncia, desprendimento. O verdadeiro cristão torna-se livre de toda forma de prisão que o distancia do Senhor. Jesus afirma: “Acautelai-vos e guardai-vos da avareza; porque a vida de qualquer não consiste na abundância do que possui.Mais é a vida do que o sustento, e o corpo mais do que as vestes.” (Lc. 12.15,23)
Para aqueles que tem muito, o Senhor orienta que repartam suas riquezas. Para os que não tem tanto, que busquem apenas o necessário para uma vida digna. Mais que isso impede o acesso ao Reino de Deus. São palavras de Jesus (Mt. 6.19-21): "Não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem, e onde os ladrões minam e roubam; mas ajuntai tesouros no céu... Porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração."
Entendendo isso, certa vez John Wesley declarou: “Poucas coisas testam mais profundamente a espiritualidade de uma pessoa do que a maneira como ela usa o dinheiro, pois a verdadeira medida de nossa riqueza está em quanto valeríamos se perdêssemos todo nosso dinheiro. Por isso, quando tenho um pouco de dinheiro, livro-me dele tão logo seja possível, para que ele não encontre o caminho do meu coração.”

Rosane Itaborai Moreira

sábado, 5 de junho de 2010

A LEI DA GRAÇA


Vivemos num mundo capitalista e, mais do que isso, degenerado pelo pecado; daí a dificuldade de lidarmos com a graça. Não entendemos que Jesus nos deu a vida eterna e não exige nada de nós por isso, apenas que aceitemos gracioso presente.
Não são mais necessários sacrifícios, obras ou lei, pois o sangue de Cristo foi o sacrifício definitivo, obra perfeita e cumprimento final da lei.
Para entender viver na graça de Cristo é necessário compreender Suas palavras. Na parábola da Videira e os ramos, o Senhor diz: “Eu sou a videira, vós as varas; quem está em mim, e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer.” (Jo. 15.5)
Ou seja, apenas sendo totalmente dependente de Cristo, estando ligado íntima e definitivamente a Ele é que se produz resultados na vida cristã, pois até quem faz somente o que é correto será por Jesus rejeitado se não for um discípulo seu.
Nosso julgamento primário não será por nossas obras, e sim por quem escolhemos como Senhor: se foi Jesus Ele sempre nos reconhecerá e viveremos eternamente.
A Lei do Antigo Testamento nos serviu como um “aio”, um condutor que mostrou o nosso pecado e a necessidade da misericórdia e perdão de Deus. Cumprida por Cristo, tornou-se desnecessária e, agora, a lei da Graça resume-se no amor.
Quando os religiosos perguntaram a Jesus qual era o maior mandamento, Ele respondeu: “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento. Este é o primeiro e grande mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo.” (Mt. 22. 35-37). E ainda os surpreendeu (v. 38): “Destes dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas.”.
Sendo a lei do amor muito mais abrangente do que a lei mosaica, pois sonda as intenções do coração, não conseguimos vivê-la por nossas virtudes, mas somente pelo poder de Deus. Ou seja, apenas se estivermos presos como ramos na Videira, que é Jesus.
Aos cristãos cabe “negar a si mesmo”, “tomar a cruz e seguir”, “caminhar a segunda milha”, “oferecer a outra face”, “vencer as tentações”, só que debaixo da lei do amor, através da graça de Cristo, pois o homem natural não é capaz de atos tão nobres e tamanho desprendimento.
Se quisermos viver a vida abundante e a liberdade que Jesus nos oferece, precisamos aceitar que simplesmente a graça nos salva e que a vida em Cristo, apesar de não ser fácil, é suficiente para garantir bons frutos em nossa caminhada cristã. Somente o amor de Deus deve nos constranger. Sem legalismo, medo do inferno ou do diabo. Apenas pela lei da graça: o amor.

Rosane Itaborai Moreira

terça-feira, 1 de junho de 2010

MARCA DE CRISTO


No Evangelho de Lucas (Lc. 7.20), há o relato de que João Batista enviou alguns dos seus discípulos até Jesus com uma questão: “És tu aquele que havia de vir, ou esperamos outro?”. Ao que o Senhor respondeu: “Ide, e anunciai a João o que tendes visto e ouvido: que os cegos vêem, os coxos andam, os leprosos são purificados, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam e aos pobres anuncia-se o evangelho” (Lc.7.23).
Diante dessa palavra, podemos olhar para nossa própria vida e perguntar: Minhas atitudes demonstram a minha escolha por Jesus? Sou um cristão verdadeiro, capaz de mostrar o Senhor a todos aqueles que dEle necessitam, a qualquer hora e em todo lugar?
Onde Cristo está há sinais de sua presença, e qualquer dúvida é imediatamente dissipada diante das marcas que a evidenciam. Onde Jesus está os maiores milagres acontecem: vida restaurada, libertação de vícios e pecados, arrependimento, perdão, conversão, vida eterna...
Não podemos ser cristãos sem refletir a glória de Deus. Quem conhece a Cristo e se decidiu por Ele, inevitavelmente irá externar tal relacionamento e mostrar ao mundo as provas de Jesus.
O próprio Senhor advertiu a seus discípulos: “Vós sois o sal da terra; e se o sal for insípido, com que se há de salgar? Para nada mais presta senão para se lançar fora, e ser pisado pelos homens. Vós sois a luz do mundo; não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte; nem se acende a candeia e se coloca debaixo do alqueire, mas no velador, e dá luz a todos que estão na casa. Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus.” (Mt. 5.13-16)

Rosane Itaborai Moreira

sábado, 3 de abril de 2010

O CORDEIRO PASCAL


A Páscoa foi uma festa instituída por Deus em lembrança da libertação dos israelitas da escravidão do Egito. O nome significa passagem, alusão à visita do anjo da morte que eliminou os primogênitos egípcios e preservou os hebreus cujas portas das casas tinham sido aspergidas com o sangue do cordeiro pascal (Ex.12.11-27).
Era uma festa com muitas regras a serem observadas pelo povo. O cordeiro morto tinha que ser sem defeito, novo e macho. Na mesma noite, o cordeiro assado deveria ser comido com pão asmo e ervas amargas, não devendo ser quebrados os seus ossos. Se havia sobra para o dia seguinte, esta devia ser queimada. Durante os oito dias da Páscoa não se podia comer pão levedado. Era tão rigorosa a obrigação da guarda da Páscoa que todo aquele que a não cumprisse seria condenado à morte (Nm 9.13). E aquele que tivesse qualquer impedimento legítimo, como jornada, doença ou impureza, tinha que adiar sua celebração até ao segundo mês do ano eclesiástico. Vemos um exemplo disso no tempo de Ezequias (IICr 30.2-3).
Para os cristãos, Jesus Cristo é o sacrifício da Páscoa. Perfeito e sem pecado. Isso é claro na profecia de João Batista, em Jo. 1.29: "Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!" e na ordem do apóstolo Paulo: "Lançai fora o velho fermento, para que sejais nova massa, como sois, de fato, sem fermento. Pois também Cristo, nosso Cordeiro pascal, foi imolado." (1Co 5.7).
Jesus Cristo é o Cordeiro de Deus que foi sacrificado para salvação e libertação dos pecados de todo homem que crê. Para a saída da escravidão do pecado e da morte e entrada na liberdade que nEle há.
Para isso aprouve a Deus que a Sua morte acontecesse exatamente no dia da Páscoa judaica, apresentando de forma clara o paralelo entre o sangue do cordeiro e o sangue do próprio Jesus.
A Páscoa dos hebreus libertou-os da escravidão física e da opressão dos egípcios. O sangue de Jesus nos livrou da escravidão espiritual, do pecado e da morte eterna.
Como Paulo declarou “Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus” (Rm 8.1). E ainda Pedro: “Sabendo que não foi mediante coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados do vosso fútil procedimento que vossos pais vos legaram, mas pelo precioso sangue, como de cordeiro sem defeito e sem mácula, o sangue de Cristo” (IPe. 1.18,19).

Rosane Itaborai Moreira

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

COMO GRÃO DE MOSTARDA


Nos Evangelhos, encontramos Jesus falando sobre a fé que promove milagres.
"Pois em verdade vos digo que, se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: Passa daqui para acolá, e ele passará. Nada vos será impossível" (Mt 17.20).
Mas como podemos entender essa “fé como grão de mostarda”?
Primeiramente, imaginamos uma fé grandiosa, mas já sabemos que não é, pois o grão de mostarda era uma semente minúscula. Também não se trata apenas de ter uma pequena fé, pois no mesmo episódio Jesus havia repreendido seus discípulos por sua pouca fé.
Creio que o Senhor não se referia somente ao tamanho da fé; seu discurso era mais abrangente. Jesus subentendeu ali a qualidade, o tipo de fé – “como um grão de mostarda” e não "do tamanho de um grão de mostarda".
A semente de mostarda, embora muito pequena, num curto período de tempo transformava-se num arbusto cheio de galhos. Mesmo insignificante, o seu resultado era notável, reconhecido por todos.
O grão de mostarda possuía, em si mesmo, o potencial de produzir uma grande planta.
Da mesma forma deve ser a nossa fé. Por menor que seja, se for uma fé provinda de Deus e colocada em Deus, produzirá frutos evidentes. A fé, tal qual o grão, possui no seu âmago o poder transformador, a condição de produzir muito além do que se pode imaginar.
Essa fé não se apoia em nada humano, seja sentimento, percepção ou inteligência. Não necessita de esforço próprio, mas é a fé simples, ativa e producente, fundamentada em Jesus.
Aprendemos que é necessário "desenvolver a fé"; isso nada mais é do que viver o Evangelho, aperfeiçoar o caráter de Cristo em nós.
Não precisamos de uma medida específica de fé para promover milagres. Mais importante do que o tamanho da fé é o seu alicerce, Jesus, e as ações produzidas naturalmente através dela. O próprio Senhor afirmou: "Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim também fará as obras que eu faço, e as fará maiores do que estas..." (Jo 14.12).

Rosane Itaborai Moreira

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

EXAMINA, SENHOR!


“Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá? Eu, o Senhor, esquadrinho o coração, eu provo os pensamentos; e isto para dar a cada um segundo o seu proceder, segundo o fruto das suas ações”. (Je. 17.9,10)
Nesse texto, A Palavra de Deus afirma que o homem não pode confiar em si mesmo, ele mesmo não tem capacidade de julgar. Isso porque o homem é um ser corrompido pelo pecado a tal ponto que perdeu os parâmetros de avaliação e as suas motivações lhe são ocultas. Ele mesmo não se conhece. Sua mente pecaminosa descobriu uma maneira de esconder dele mesmo as suas piores intenções e perversidades.
Por isso, Davi clamou: “Senhor, tu me sondas e me conheces... de longe penetras os meus pensamentos. Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração, prova-me e conhece os meus pensamentos” (Sl. 139.1,2,23).
Além de incapaz para se auto-avaliar, o coração do homem tende para o mal e inclina para o pecado. “Visto como se não executa logo a sentença sobre a má obra, o coração dos filhos dos homens está inteiramente disposto a praticar o mal.” (Ec. 11.8)
Somente com ação de Deus podemos nos conhecer. Somente através de Cristo, a Verdade que liberta, a Luz que ilumina, podemos enxergar o estado de podridão que estava nossa mente e coração e começar a caminhar em direção a uma cura. Em Ezequiel 36.26, Deus prometeu ao Seu povo: “Dar-vos-ei coração novo e porei dentro de vós espírito novo; tirarei de vós o coração de pedra e vos darei coração de carne.” Essa promessa se cumpriu em nós através de Cristo.
Precisamos permitir que o Senhor nos sonde. Não é Ele quem precisa nos conhecer, mas somente através dEle podemos nos conhecer e ter nosso caráter aperfeiçoado. Somente Deus pode transformar nosso coração, tirando toda dureza, tristeza, maldade e dor.
“Entregar o coração a Deus para exame" talvez seja a melhor maneira de administrar nossa mente e nossa vontade, sabendo que Ele é o Senhor da nossas vidas e em tudo pode nos conduzir, tanto através da Sua Palavra como através do Seu Espírito.
Que Jesus possa completar em cada um de nós a obra que um dia começou, não apenas nos salvando da morte eterna, mas nos libertando, ainda nesta vida, das nossas próprias prisões e enganos.

Rosane Itaborai Moreira

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

A CRUZ E EU


A Bíblia declara que ser discípulo de Jesus é uma tarefa árdua e incompreendida pela maioria.
Para o mundo, o cristão é alguém estranho, provavelmente insatisfeito e instável e que está desperdiçando a vida. Para os próprios crentes, as exigências para o discipulado são consideradas tão altas que acabam priorizando o aspecto exterior, os chamados usos e costumes. Já para muitos líderes religiosos, tais cobranças passam a ser amenizadas para atrair mais seguidores ou para acalmar suas próprias consciências. Assim, poucos se entregam sem reservas a Deus, indo além da superficialidade religiosa.
Mas o Evangelho afirma o contrário e revela que Jesus requer entrega total de seus discípulos. Ele afirmou: “Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, dia a dia tome a sua cruz e siga-me” (Lc. 9.23).
Isso significa que ser discípulo de Cristo não é simplesmente fazer parte de uma comunidade cristã e seguir certas regras.
É necessário um firme propósito – querer Cristo – e uma tomada de decisão – renunciar a si mesmo. Ou seja, negar seus desejos, autoconfiança, sabedoria, capacidade, justiça própria e reconhecer a total dependência do Senhor.
A auto-renúncia é fundamental para que a natureza de Jesus tome forma no cristão. Deve-se dizer como João Batista a respeito de Cristo: “É necessário que ele cresça e que eu diminua” (Jo. 3.30).
É imperativo ainda tomar a cruz e seguir Jesus. É a cruz que distingue a vida do cristão – vida de obediência, de entrega e, se necessário, de sofrimento e vergonha por amor ao Senhor. Não é apenas um ato de fé, mas uma vivência na alma.
Tomar a cruz é ter uma vida rendida e dedicada a Deus. É uma decisão dolorosa, mas voluntária, fruto do coração que reconhece a necessidade da mortificação do próprio eu para uma nova vida em Cristo.
W. Chantry diz com firmeza: “A morte na cruz pode ser muito lenta, mas a cruz tem um objetivo – tenciona trazer, de modo cruel, o “eu” à morte”. A cada dia, o cristão tem sua vontade e sua vida submetidas a Deus, que o aperfeiçoa conforme a imagem do Seu Filho Jesus.
Muitos ensinam o tomar a cruz como etapa secundária para uma maior espiritualidade, como se não fosse exigido do simples crente. Puro engano dos que querem baratear o Evangelho. A necessidade da cruz é para todos, independente de idade, tempo de conversão, ministério, condição sócio-financeira – todos precisam mortificar o ego na caminhada cristã.
Não se vive para Jesus sem morrer para o mundo. Não se pode tê-lo como Senhor e querer agradar a si mesmo. Ele mesmo disse: “Porquanto, quem quiser salvar a sua vida perdê-la-á; e quem perder a vida por minha causa achá-la-á” (Mt. 16.25).
Tozer afirmou que Jesus tem que proporcionar em nós o morrer. Paulo declara “Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim”; e, depois, “os que são de Cristo crucificaram a carne com as suas paixões e concupiscências” (Gl. 2.20a; 5.24).
O chamado de Cristo é definitivo e preciso – para uma caminhada consciente, voluntária e constante, onde o cristão toma sua cruz para que a cruz esmague o seu ego, permitindo a Deus imprimir-lhe o caráter de Jesus, “para que haja o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; e, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz.” (Fp 2. 5-8)

Rosane Itaborai Moreira

sexta-feira, 3 de julho de 2009

JESUS E O VÉU


O Tabernáculo era “sombra dos bens futuros”, a representação do que estava sendo preparado através do Messias - a salvação do homem. Simbolizava a pessoa e a maravilhosa obra de Jesus Cristo.
O véu fazia parte do Tabernáculo e era a cortina que fazia separação entre o Santo dos Santos e o Santo Lugar, onde Deus se fazia presente e manifestava a Sua glória. Apenas o sumo sacerdote, uma vez ao ano e totalmente purificado, tinha acesso ao Santo dos Santos, pois, assim como o véu, o pecado havia ocultado Deus do homem.
Muito espesso e de tecido especial, o véu era impossível de ser rasgado por homens. Mas, no momento da morte de Jesus, o véu se rompeu poderosamente de alto a baixo, dividindo-se em dois.
A carne humana de Jesus, contendo os pecados da humanidade, também estava sendo moída e despedaçada. Ele fora ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniquidades (cf. Is. 53.5).
Nesta hora, Deus não poderia estar junto do Seu Filho Amado, pois Ele é Santo. O Pai o havia deixado por um momento e permitiu que sua carne fosse rasgada em favor da humanidade. No seu sofrimento, “Jesus exclamou com grande voz, dizendo: ...Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste? E Jesus, dando um grande brado, expirou. E o véu do templo se rasgou em dois, de alto a baixo.” (Mc. vv. 34,36,37).
No momento da morte, Cristo se sacrificou e nos libertou da condenação e do pecado. Permitiu-nos livre acesso ao Pai. Maravilhosamente, o véu se rasgou e todo homem poderia ver a glória de Deus.
Agora, podemos nos achegar a Deus com fé e confiança. Podemos ter a “ousadia para entrar no santuário, pelo sangue de Jesus, pelo novo e vivo caminho que ele nos consagrou, pelo véu, isto é, pela sua carne” (Hb. 10.19,20).
A “sombra dos bens futuros” são apenas símbolos daquilo que hoje conhecemos. O véu que separava foi destruído. O pecado foi vencido pelo Senhor.
Em Cristo, nossa comunhão com o Pai foi restaurada. Ele nos resgatou e nos salvou. Ofereceu sua vida em nosso favor. No seu sacrifício, “... o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados” (Is. 53.5b).

Rosane Itaborai Moreira

sexta-feira, 1 de maio de 2009

VIDEIRA VERDADEIRA


“Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o agricultor. Eu sou a videira, vós, os ramos. Quem permanece em mim, e eu, nele, esse dá muito fruto; porque, sem mim, nada podeis fazer” (Jo. 15.1,5)

Uma das ilustrações da Bíblia para a compreensão do relacionamento dos cristãos com Jesus é a videira.
A videira era considerada uma planta nobre pelos judeus. A colheita das uvas era comemorada com cânticos e danças e produzia bom vinho.
Israel era representado como uma videira plantada com carinho por Deus na Terra Prometida. Era o orgulho e a garantia de salvação do povo. Mas, não produziu bons frutos, e sim, uvas verdes. Em Jeremias 2, Deus afirma: “Eu mesmo te plantei como vide excelente, da semente mais pura; como, pois, te tornaste para mim uma planta degenerada, como de vide brava?”.
Agora, Jesus se declara como a Videira Verdadeira, confrontando com a religiosidade judaica. Como Israel não gerou bons frutos, Deus plantou e cultivou nova árvore, o Messias. Ele contém em Si o “novo Israel de Deus”, seus discípulos, assim como a videira possui os ramos.
Videira e ramos são entrelaçados. Jesus é a árvore toda, nós somos seus ramos. Estamos no Senhor e somos do Senhor. E quem limpa, poda, corta, e lança fora é o agricultor. Todo o trabalho quem faz é Deus.
Os ramos alimentam-se da seiva, amadurecem e geram frutos. Reconhecem que, de si mesmo, não são capazes de desenvolver-se e dependem unicamente do Senhor, que é o sustento espiritual e a estrutura de sua existência.
Toda vitalidade do ramo e sua capacidade de produzir bons frutos dependem de sua união com a videira. Se os ramos permanecerem na videira, automaticamente darão frutos. Quando um ramo não dá frutos, é porque ele se desconectou da fonte de seiva de algum modo, pois, do lado do agricultor, toda função de cuidado é realizada.
Periodicamente, os ramos são podados e limpos para um desenvolvimento saudável, garantindo que a videira cresça farta e vistosa. Da mesma forma, a maturidade dos cristãos, ainda que adquirida em meio a sofrimentos, engrandece o Senhor, glorificando o nome de Deus.
Jesus afirmou aos discípulos que eles já estavam limpos pela Sua palavra; era só permanecerem nEle. O trabalho de limpeza é de Deus e a fonte de vida e alimento é Jesus.
Surpreendentemente, a grande função do ramo é não fazer nada. É permanecer na videira, de onde ele brotou. Se ele permanecer, então, terá vida e frutos. Depender unicamente do Senhor e receber a seiva preciosa que nutre e fortalece.
Essa vida abundante que Jesus oferece é para toda a humanidade e não só para o povo de Israel, pois a Videira Verdadeira se revelou ao mundo.
Somente através de Jesus Cristo seus discípulos podem manter a comunhão entre si e com Deus.
Somente através da Videira Verdadeira, o cuidado e o amor do Agricultor podem ser manifestos ao mundo; e mais vidas se tornarão novos ramos, glorificando e proclamando o nome de Deus.

Rosane Itaborai Moreira

sábado, 14 de fevereiro de 2009

LIVRES EM CRISTO




“Um cristão é senhor livre sobre todas as coisas e não está sujeito a ninguém. Um cristão é servidor de todas as coisas e sujeito a todos.” Martinho Lutero




Um grande anseio do ser humano é ser livre.
Muitos consideram que a liberdade é conquistada quando se pode fazer tudo o que se quer, até mesmo transgredir regras sociais, morais e legais. É essa falsa liberdade que acaba enredando-os numa sociedade ditadora e consumista, pois a procuram através do sexo, compras, baladas, drogas, etc... Pensam que estão exercendo a tão almejada liberdade, mas não sabem o quanto seus sentimentos, suas mentes e seus desejos estão enclausurados e prisioneiros desse sistema maligno que atua na coletividade, transformando o mal em bem, e até mesmo, em necessário. Desconhecem ou não aceitam a herança de Deus, pois “Ele nos libertou do império das trevas e nos transportou para o reino do Filho do seu amor” (Cl. 1.13).
A ação maligna acontece exatamente como no Éden, através do desejo e tentação. Gn. 3.6 narra a queda do homem: “Vendo a mulher que a árvore era boa para se comer, agradável aos olhos e árvore desejável para dar entendimento, tomou-lhe do fruto e comeu, e deu também ao marido, e ele comeu”. Adão e Eva exerceram o livre-arbítrio segundo os seus prazeres, ficando sujeitos à morte e ao pecado e, com eles, toda a humanidade. É esse o destino dos ímpios, a condenação.
Outros consideram a liberdade apenas no futuro, quando serão recompensados por suas renúncias. São aprisionados por leis e regras de instituições humanas. Com a roupagem de "moral cristã", em muitas igrejas evangélicas, o que acontece é o cerceamento da liberdade através do legalismo, da imposição de normas que vão além da Bíblia, que torna o homem refém de todo um sistema religioso falsificado. Assim era na época de Jesus, quando os fariseus foram chamados por Ele de "sepulcros caiados" e acusados de "coarem mosquitos e engolirem camelos", tamanha era a falsidade e a incoerência do Judaísmo.
O legalismo também é um engodo maligno, pois maquiam a verdade e impede os questionamentos individuais. Nada mais absurdo do que um homem dizendo a outro o que se deve fazer, vestir, comer, ler, ouvir... É dessa forma que tais igrejas manipulam seus membros, tirando-lhes o livre-arbítrio e deixando-lhes de ensinar a conquista de Jesus.
Não se pode permitir que o aprisionamento da religião predomine sobre a liberdade em Cristo, pois, conforme Paulo “Para a liberdade foi que Cristo nos libertou. Permaneceis, pois, firmes e não vos submetais, de novo, a jugo de escravidão” (Gl. 5.1). Ainda, em Rm. 14.13,14, ele é contundente: “Não nos julguemos mais uns aos outros; pelo contrário, tomai o propósito de não pordes tropeço ou escândalo ao vosso irmão. Eu sei e estou persuadido, no Senhor Jesus, de que nenhuma coisa é de si mesma impura, salvo para aquele que assim a considera; para esse é impura”. E ainda: “A fé que tens, tem-na para ti mesmo perante Deus. Bem-aventurado é aquele que não se condena naquilo que aprova” (Rm. 14.22).
O homem que se deixa aprisionar é aquele que se sente incapaz de fazer escolhas livremente, sem a limitação de preceitos pré-estabelecidos, sejam eles mundanos ou religiosos.
Ser livre é uma grande bênção de Deus. Liberdade com consciência cristã nos leva a um caminho seguro. A Bíblia fala que a liberdade deve ser desempenhada conscientemente, e não pode ser usada para a prática do pecado (cf. Rm. 6.15). Os maduros na fé devem considerar os fracos e terem prudência e temor. Pode-se até ignorá-la circunstancialmente por amor aos irmãos e ao Evangelho de Cristo, mas nunca por imposição de homens.
A liberdade cristã só tem uma regra: a lei do amor. Do amor a Deus, ao próximo e a si mesmo. Sem amor nada pode ser exercido, nem mesmo as instruções bíblicas em relação à liberdade, pois sua observância só interessa se o amor estiver presente para legitimá-la. "Porque vós, irmãos, fostes chamados à liberdade; porém não useis da liberdade para dar ocasião à carne; sede antes servos uns dos outros pelo amor. Porque toda a lei se cumpre em um só preceito, a saber: Amarás o teu próximo como a ti mesmo" (Gl 5. 13,14). Para Jesus, não há lei sem amor, pois isso se resumiria em aparência e legalismo.
Somente em Cristo encontramos a tão desejada liberdade. "Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres” (Jo. 8.36). E essa liberdade não é como a do mundo, efêmera e pecaminosa, nem como o legalismo religioso, enganoso e condenatório. A liberdade através de Jesus, ao contrário, é legítima, responsável e permanente. Ele libertou-nos da morte, do pecado, da condenação. Concedeu-nos vida e vida em abundância. A nós cabe entender a grandeza dessa conquista e exercê-la com consciência e amor.

Rosane Itaborai Moreira

domingo, 1 de fevereiro de 2009

PELAS LENTES DE JESUS


Desde o Éden Deus fala à humanidade. Para isso, usou homens por Ele escolhidos. Hoje Ele nos fala através de Jesus, conforme diz o livro aos Hebreus: “Havendo Deus, outrora, falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos nossos pais, pelos profetas, nestes últimos dias, nos falou pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, pelo qual também fez o universo” (Hb. 1.1-2).
A Palavra de Deus deve ser lida através da compreensão de Cristo. Sabemos que é o Espírito Santo quem nos capacita, mas o principal tema das Escrituras é Jesus, para quem todo o Evangelho se converge. E cada um pode ler se tiver no coração fé e desprendimento para enxergar o que é lido. João diz aos cristãos em IJo.2.20: “E vós possuís unção que vem do Santo e todos tendes conhecimento”.
Não creio que possa haver conversão ao Senhor sem entendimento e experiência pessoal com a Palavra de Deus. É por isso que nossas igrejas estão cheias de frequentadores e não de verdadeiros adoradores, pois não podemos adorar aquilo que não conhecemos.
Se a leitura não for feita pela ótica de Cristo podemos cair nos piores dos erros, que é nos tornarmos participantes daqueles que retiram da Palavra o que mais lhes convém no momento, servindo ao próprio ventre e enganando o coração dos desprevenidos. Seja no ensino bíblico fraudulento ou no legalismo, fazendo crer que a salvação depende do esforço do homem. Ou, pior ainda, na idolatria disfarçada e conveniente, com referëncias retiradas das Escrituras. Mas, muitas vezes a citação de versículos bíblicos não significa que seja a expressão da essência da Palavra de Deus, mesmo que “pareça” agradável, preenchedora das nossas necessidades ou até mesmo correta. É por isso que é da Bíblia que são extraídas quase todas as heresias.
O problema, no entanto, não é das Escrituras. É do oportunismo de muitos líderes que querem “se dar bem”, manipulando e explorando a fé alheia, e também dos próprios “crentes”, que são preguiçosos em relação à leitura e ao estudo da Bíblia. Não buscam de Deus sabedoria e discernimento da Sua Palavra. Acham mais fácil compreendê-la a partir dos “mestres”, sejam eles professores, pastores ou discipuladores, do que através de Cristo.
Estes são importantes sim, ajudam-nos no aprendizado e conhecimento bíblico e crescimento espiritual. Mas existe um manancial inesgotável na Palavra de Deus que só se descobre pelo Espírito e através do entendimento de Jesus, que é o Verbo Encarnado. É como encontrar uma pérola no meio do oceano, uma fonte no deserto, um tesouro escondido. É ter um novo horizonte à sua frente antes encoberto pela ignorância e cegueira espirituais.
Lendo o Evangelho através de Jesus podemos entender a Graça, a Lei, a necessidade da obra redentora de Cristo na cruz e a de arrependimento do homem. Podemos entender as palavras duras e impactantes de Jesus aos mestres da lei e a Sua compaixão pelos necessitados e excluídos. Podemos entender que as Escrituras são muito mais do que um conjunto de regras a serem seguidas para não irmos para o inferno. E mais, entendemos que tudo, desde a criação até o final dos tempos, se resume nEle, “porque dEle, e por meio dEle, e para Ele são todas as coisas" (Rm 11.36).
Cristo é o Fundamento, a Pedra Angular que alicerça a Palavra. Percebê-La pelas lentes de Jesus sem os “pré-conceitos” impostos a nós anteriormente é a única maneira de chegarmos ao pleno conhecimento da vontade de Deus para nossas vidas, em toda sabedoria e entendimento espiritual.
Esqueçamos, portanto, das coisas que para trás ficam e avancemos para as que diante estão, prosseguindo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus (cf. Fp. 3.13,14).

Rosane Itaborai Moreira

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

PRESENTE MAIOR


A palavra “presente” tem diferentes aplicações e diferentes significados.
O que vem primeiramente à nossa mente é o presente “brinde, mimo, dádiva”, como aquele que nos é dado na época do Natal ou no aniversário. Há também aquele que se relaciona com “comparecimento, apresentação, evidência” de algo ou alguém e denota uma situação real, concreta e física. Outro significado para presente é uma conotação de tempo, “atual, hoje”.
Jesus, em todos os aspectos, é o nosso Presente Maior.
O primeiro é algo que nos é oferecido de graça, sem o nosso pedido e que nos traz alegria e gratidão por nos sentirmos lembrados, queridos e amados. Cristo foi-nos dado por Deus gratuitamente e por amor. Está escrito em Jo. 3.16 “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”. E, através de Jesus, recebemos também a libertação de toda condenação, do pecado e da morte. Ele é o Presente que nos garantiu a liberdade e a vida abundante.
O segundo sentido, “comparecimento”, mostra a presença evidente, nos traz segurança, conforto e certeza de que não estamos sozinhos. Jesus é presente em nosso meio. Ele é real. Veio à terra, morreu, ressuscitou e agora vive. E porque Ele vive podemos ter esperança, crer nas promessas de Deus em nossas vidas e ter a certeza que um dia estaremos diante do Pai. Em Lc. 24. 38,39 vemos Jesus dizendo aos discípulos após sua ressurreição: “Por que estais perturbados? E por que sobem dúvidas ao vosso coração? Vede as minhas mãos e os meus pés, que sou eu mesmo; apalpai-me e verificai, porque um espírito não tem carne nem ossos, como vedes que eu tenho”. Em Atos 7.56, Estevão, à morte, disse “Eis que vejo os céus abertos e o Filho do Homem, em pé à destra de Deus”.
Já o terceiro termo é relacionado com o tempo atual, com o dia de hoje. Hoje é o tempo que Jesus nos chama. “Assim, pois, como diz o Espírito Santo: Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais o vosso coração como foi na provocação, no dia da tentação no deserto” (Hb. 3.7,8). Nesse exato momento Ele ainda está esperando por cada um por quem Ele morreu.
Jesus, o Presente Maior oferecido por Deus, está sempre presente em nosso meio, aguardando que, no tempo presente, nos acheguemos a Ele e O recebamos em nossos corações com alegria e gratidão.

Rosane Itaborai Moreira

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

NÃO REPITA A HISTÓRIA


Ao rever a história da humanidade, nota-se que, apesar do avanço tecnológico e científico e mudanças culturais, o homem sempre permanece o mesmo como agente causador de conflitos e imoralidade.
No âmbito internacional, continua-se a presenciar as guerras, o xenofobismo, o domínio e a submissão de nações, a destruição da natureza. No aspecto social, repete-se a perversão moral, a pobreza, o domínio de classes, a corrupção, os crimes, etc. Individualmente, o homem pratica hoje os mesmos erros do passado: soberba, ciúmes, luxúria, preconceitos, ódio, inveja. Isso por um único motivo: a introdução do pecado na humanidade e o conseqüente afastamento de Deus.
O homem sem Deus é um ser errante. Ele não tem objetivos definidos e satisfatórios, ficando sem direção e motivação. Não sabendo o que o aguarda no final da linha, entrega-se aos prazeres mais imediatos que não lhes preenchem o vazio interior. Uma nação sem Deus é uma nação inconstante e cíclica, periodicamente submetida ao julgamento e ira divinos para que a depravação não chegue a níveis tão horrendos e insuportáveis à santidade do Senhor.
Analisando ainda a história do homem na Bíblia e no Cristianismo, percebe-se o povo de Deus cedendo a estes apelos mundanos ao desconsiderar que o Senhor tem reservado algo muito mais valoroso do que o presente século. As palavras bíblicas de alerta em relação aos prazeres carnais são totalmente esquecidos.
Mas deve-se lembrar do que é dito em Apocalipse. No final, todos serão julgados pelo Senhor da História: nações, líderes, povos e indivíduos. Todos serão responsabilizados e responderão por seus atos. Não haverá desculpas, pois está escrito: “Não vos enganeis: de Deus não se zomba; pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará” (Gl. 6.7).
E como a humanidade pode resolver tão terrível e cruel destino? Felizmente, Deus, em sua infinita misericórdia, oferece a todos a solução para tal sentença: a reconciliação através de Jesus Cristo. Ele é o único remédio, o único caminho, o único mediador. Quando Ele veio à terra teve dificuldades de encontrar lugar. Que Ele não ache também dificuldades em encontrar lugar em cada coração. Não repita a história de seus antepassados. Um dia, Ele voltará e iniciará um novo momento na História da humanidade.

Rosane Itaborai Moreira

domingo, 23 de novembro de 2008

JESUS, A LUZ DO MUNDO


Jesus disse aos seus seguidores: “Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará nas trevas, pelo contrário, terá a luz da vida” (Jo. 8.12). Esse versículo complementa a afirmação em João 3:19a: “O julgamento é este: que a luz veio ao mundo..”. Ao se declarar a luz do mundo, Jesus diz que veio oferecer a possibilidade de uma vida completa, verdadeira, eterna ao homem que estava sob domínio das trevas.
Sabemos que Jesus veio para os judeus para revelar-lhes que Ele era o Messias apontado nas Escrituras. Nos Evangelhos, visualiza-se claramente que Ele procurou dar o entendimento do que havia sido dito anteriormente por meio da Lei e dos Profetas. Assim, Jesus veio para ser a resposta dO que era tão esperado e tão desejado pelo povo de Israel. Ele havia chegado para iluminar o que estava ofuscado na história daquela nação. Da mesma forma Cristo faz na vida de todo aquele que O recebe; Ele é a única solução para reconciliar o homem com Deus, resgatando-o da escuridão e conduzindo-o a uma vida plena.
Ao dizer que é a luz do mundo, Jesus nos fornece algumas verdades. Primeiramente, assim como a luz, Cristo veio para melhorar a nossa capacidade de enxergar. Nós vemos os objetos por que a luz é refletida por eles e daí chega aos nossos olhos. Ao estar presente em uma situação, Jesus faz com que ela seja enxergada de forma clara e nítida. Em segundo lugar, da mesma forma que pouca luz faz com que não consigamos discernir os objetos direito, a falta de Cristo nos direciona para caminhos obscuros, decisões incorretas e conclusões precipitadas. Somente Ele nos fornece discernimento e sabedoria para resoluções acertadas. Finalmente, sabemos que uma luz forte tem a capacidade de fazer com que percebamos os defeitos de um objeto e, paralelamente, Jesus veio para entrar em nosso interior, em nossos relacionamentos, enfim, em nossa vida, para escancarar e clarear tudo, de forma que possa haver conserto, arrependimento e restauração.
O Evangelho de Jesus é confiável porque é capaz de mostrar a realidade sem máscaras. O que não é verdadeiro não fica oculto; antes, é destruído e mostrado de maneira nítida e precisa. Nosso pecado nos é apresentado e não temos como nos esconder, porque é revelado por Aquele que é a fonte de toda luz.
Somente com a presença de Cristo podemos enxergar e escolher claramente o caminho a seguir na jornada de nossa vida. Saberemos qual é o certo e qual leva à destruição. É Ele quem nos conduz em direção a Deus, nos reconciliando com o Pai.
Jesus é a luz, devemos seguir após Ele; senão, ficamos na escuridão e, com certeza, vamos esbarrar nos objetos, cair em buracos, errar o trajeto, andar em círculos, enfim, vamos viver e morrer nas trevas.


Rosane Itaborai Moreira

quarta-feira, 2 de julho de 2008

SEGUIR A CRISTO


Caminhando junto ao mar da Galiléia, viu os irmãos Simão e André, que lançavam a rede ao mar, porque eram pescadores. Disse-lhes Jesus: Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens. Então, eles deixaram imediatamente as redes e o seguiram” (Mc. 1.16-18).
Esse texto bíblico mostra o que representa para o homem aceitar o Evangelho de Jesus. Assim como os discípulos, que mudaram de direção e de alvo, o verdadeiro Evangelho exige que o cristão tome novas posturas e deixe verdadeiramente as redes que o aprisionam e passe a seguir apenas ao seu Senhor.
Seguir a Cristo é muito mais do que levantar a mão no culto ou ser recebido como membro em uma igreja. Seguir a Cristo é ser recebido no Reino dos Céus ao tomar uma decisão radical de vida e se entregar a um novo projeto, sabendo que a partir de então sua vida não mais pertence a você e sim a Ele.
Seguir a Cristo não é ter a certeza de que tudo irá bem. Seguir a Cristo é ter a certeza de que em todas as coisas e em todos os lugares o Senhor irá com você. E, por pior que seja situação, ter convicção que sua escolha é a melhor, pois é caminhar com Ele e nEle confiar.
Seguir a Cristo não é ter garantia de que a sua família, os seus negócios e os seus amigos ficarão intactos. Seguir a Cristo requer tamanha decisão que se pode ter que abrir mão daquilo que já estava supostamente conquistado.
Seguir a Cristo não é uma atitude emocional, sujeita a variantes e variações como as ondas do mar. Seguir a Cristo exige perseverança, coragem de suportar as pressões que o mundo impõe com a clareza mental que somente o verdadeiro Evangelho proporciona.
Seguir a Cristo não é ser escravo de mandamentos e de ordens celestiais. Seguir a Cristo é ser tão liberto e tão livre que se é capaz de decidir pela obediência, por seguir o caminho do Senhor que libertou de todo jugo.
Seguir a Cristo não é ser radical quanto às suas próprias opiniões. Mas, necessariamente, seguir a Cristo é ter a Palavra de Deus como o único ponto de vista, como referência, como base para toda a sua vida e toda a sua caminhada. É entender que você é o discípulo e que Ele é o Mestre.
Nessa jornada, após largar as redes, importa buscar ter a mente de Cristo e não abrir mão de se viver centrado e estruturado no ensino do Senhor.

Rosane Itaborai Moreira