As novas gerações sempre foram alvos de esperança de dias melhores. É natural desejar que, entre os jovens, surjam muitos que irão indignar-se com situações difíceis e liderar movimentos de mudança.
Apesar de não estar entre eles, necessariamente, a melhor solução, é o encontro do antigo com o novo que amplia os horizontes e traz outras possibilidades. E são eles que podem dar nova direção às diversas áreas da sociedade.
No entanto, a pós-modernidade é marcada por uma juventude bem diferente das anteriores. Ela não é mais inconformada com o presente e nem apresenta a preocupação em construir um futuro melhor. Não está interessada com o legado que irá deixar, com a história que irá edificar nem com as mudanças que irá produzir.
Não, os jovens dos dias atuais são marcados pela experiência sensorial, interessados no sentimento que irão provar e não têm perspectiva de futuro para eles mesmos.
Isso se reflete também na vida cristã, pois eles também tendem, na vida religiosa, a buscar apenas as sensações da próxima vivência e a não se preocupar com o fundamento e a essência do Cristianismo.
O grande desafio da igreja é resistir à tentação de se adaptar a esse momento. Não devemos, ou melhor, não podemos nos preocupar em oferecer a essa geração um modelo religioso que preencha às suas necessidades. Isso só iria produzir jovens mais vazios e imaturos, sem compromisso e sem convicção. E, como consequência, estaria sendo incentivada uma igreja sem identidade e marcada pela vulnerabilidade.
Ao contrário, trata-se de uma oportunidade preciosa, pois a falta de sonhos e objetivos concretos desequilibra a juventude, podendo produzir novos rumos e expectativas por dias melhores. Temos a obrigação de continuar apresentando-lhe Jesus como uma experiência real e a única solução para as suas angústias, desesperanças e anseios intermináveis por novas sensações.
Rosane Itaborai Moreira
"Porque dele e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém." (Rm. 11.36)
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quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
O CRISTÃO E O MOVIMENTO HOMOSSEXUAL

"Portanto, todo aquele que me confessar diante dos homens, também eu o confessarei diante de meu Pai, que está nos céus. Mas qualquer que me negar diante dos homens, também eu o negarei diante de meu Pai, que está nos céus..." (Mt. 10.32,33)
Estamos vivendo tempos difíceis...
O mundo pós-moderno impôs ao homem conceitos e valores que dificultam até mesmo o entendimento claro da vontade de Deus para a sua vida.
Um exemplo é o da sexualidade. Até pouco tempo, um homossexual era considerado pecador pela igreja, marginal pela sociedade e pervertido pela psicologia. Esses conceitos foram modificados aos poucos, introduzidos através dos meios de comunicação no pensamento contemporâneo do povo até ser incorporado como padrão social normal, aceitável pela maioria e elogiado por outros.
O movimento homossexual tem agido em todas as esferas, desde a mídia, política, escolas, empresas, e agora, intervindo em questões de fé, no Cristianismo.
Totalmente alheio aos ensinamentos bíblicos, pressupõe que o amor de Deus encobriria tal desvio de conduta, aceitando o indivíduo independente do arrependimento.
Ignora textos como Rm. 1.26,27, onde Paulo censura os romanos: “Pelo que Deus os abandonou às paixões infames. Porque até as suas mulheres mudaram o uso natural, no contrário à natureza. E, semelhantemente, também os varões, deixando o uso natural da mulher, se inflamaram em sua sensualidade uns para com os outros, varão com varão, cometendo torpeza e recebendo em si mesmos a recompensa que convinha ao seu erro.”
Também outros, como 1Co. 6.10, onde a homossexualidade é nivelada a outros pecados, como o adultério, roubo e idolatria: “Não erreis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o Reino de Deus”.
Não podemos esquecer a História e de como a homossexualidade foi considerada tabu durante anos, tratada de maneira dura pela igreja, família e sociedade, que preferiam não confrontar, levando muitos a perderem a fé em sua própria situação e, automaticamente, no Evangelho que liberta. Viviam marginalizados. E, agora, está sendo vista como natural e até irreversível – caso sem solução – para o homem, mesmo que ele não deseje essa condição.
A Igreja se depara com essa situação porque não foi sensata ao longo dos anos. Manteve a posição de tratar o homossexual de forma geral, não considerou cada caso individualmente com sua história de vida. Todos eram ou endemoniados, ou doentes, ou depravados que escolheram este caminho. Assim, não considerou os dilemas da alma, deixando o espaço aberto para que esse movimento tomasse forma.
Aí entendemos a advertência da Bíblia quando diz que os filhos deste mundo são mais prudentes na sua geração do que os filhos da luz. O assunto que a igreja abominou, destratou e ignorou durante anos, hoje se encontra entre ela e a sociedade como ponto crítico de tensão. E a luta travada acaba prejudicando aos muitos jovens que estão desorientados em sua sexualidade, desejosos de socorro e da Palavra de Deus, único e imutável preceito para o cristão.
Esses jovens precisam de uma direção, de ajuda para não entrar ou para romper a prática do pecado, mas o movimento homossexual vem ganhando força e ainda tenta impedir qualquer método para tratamento, mesmo para aqueles que se sentem incomodados e infelizes com sua situação.
Como Igreja de Cristo, precisamos nos posicionar à luz da verdade. Um erro não pode conduzir a outro nem justificá-lo. Não podemos nos deixar seduzir pela aparente justiça que o movimento almeja e nem nos deixarmos contaminar pelo relativismo e individualismo dominantes na pós-modernidade.
Quando entregamos nossa vida a Cristo, nos comprometemos com Ele em todas as situações às quais o Evangelho nos conduzir, sejam perseguições, solidão, inimizades, perdas ou prisões.
Por isso, não devemos temer. Precisamos declarar e anunciar, mais ainda, que só há um meio de o homem alcançar as tão desejadas liberdade e paz interior: através do amor de Deus que se manifestou em Jesus Cristo.
E que qualquer outra tentativa para alcançá-las é enganadora, diabólica, frustrante e acaba levando o indivíduo a cadeias profundas e torturas na alma.
Rosane Itaborai Moreira
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Rosane Itaborai
quarta-feira, 1 de outubro de 2008
A IGREJA PÓS-MODERNA

A Pós-Modernidade trouxe para a igreja conseqüências danosas, com as quais temos tido que conviver, mas que devemos combater severamente para que a Palavra de Deus não seja diluída nem esquecida em meio a tantas novidades.
Primeiramente, hoje nos deparamos com uma pregação voltada para as necessidades imediatas do homem e para a satisfação de seus anseios. As doutrinas bíblicas foram substituídas pelo falso evangelho que visa atender o homem. Não é mais a Palavra centrada em Cristo, mas a utilização mística da Bíblia para que esta se adapte aos nossos desejos.
Também encontramos o relativismo completamente arraigado no meio cristão. Talvez pelo legalismo que imperou por muitos anos e ainda impera em algumas denominações, com a tentativa de se libertar de padrões morais rigorosos a cultura pós-moderna trouxe ao homem a possibilidade de fazer sua religião de acordo com a preferência pessoal. Tudo passou a ser relativo e a depender do ponto de vista do observador. Isso porque o ponto de vista deixou de ser unicamente a Bíblia. O que antes era convicção, hoje passou a ser mais uma opção. Encontramos inúmeras “igrejas” com seu marketing personalizado, cada uma proporcionando mais vantagens pessoais ao cliente desesperado.
Além disso, a religião está interiorizada e subjetiva, e o mais importante passaram a ser as experiências pessoais, como se existisse uma revelação diferente de Deus para cada indivíduo. Sentimos mais do que aprendemos, experimentamos mais do que discipulamos... E a Palavra pura e genuína vai sendo deixada de lado. É a subjetividade sendo mais relevante do que a Verdade, o desejo do homem sendo mais importante do que a vontade divina.
E o pior, é que o crente hoje ainda tornou-se muito tolerante, talvez porque não tenha convicção e nem conhecimento profundo daquilo em que acredita. E não me refiro a ser tolerante com os erros e fraquezas dos demais, mas em ser tolerante com as diferentes doutrinas anti-bíblicas que tem assolado os cultos nos templos e em todos os meios de comunicação. Dizemos que nunca se pregou tanto o Evangelho, mas talvez não tenhamos noção do quão enganoso e diabólico seja o falso evangelho que tem sido apresentado ao mundo, ensinando exatamente o que a Palavra de Deus jamais ensinou.
Precisamos nos posicionar. A ordem de Jesus “ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura” deve ser considerada de maneira concreta. Enquanto estamos quietos, louvando a Deus em nossos templos confortáveis e modernos, pessoas têm morrido sem Cristo. Devemos nos lembrar que mais importante que ser membro de uma igreja é fazer a vontade de Deus, é ter como padrão Jesus, que nos reconciliou com o Pai e nos deu vida eterna.
Só temos uma alternativa, que aqui repito: conhecer, aprender e praticar a Palavra de Deus. Ela é viva e eficaz, fala aos nossos corações, transforma vidas, é luz para nossos caminhos, nos capacita para vivermos o Reino de Deus, aponta nossos pecados... Enfim, ela é a única solução para a vida do homem, tanto hoje como eternamente!
Rosane Itaborai Moreira
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