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segunda-feira, 2 de março de 2009

CRIAÇÃO X EVOLUÇÃO


No ano em que se comemoram os 200 anos do nascimento de Darwin, acirra-se a discordância entre a teoria da evolução e o criacionismo. Seria o mundo objeto do acaso e sua evolução ordenada por uma lógica aleatória da natureza ou seria criação de Deus, seguindo seu curso natural e podendo ter interferência de Sua divina vontade?
A visão clássica era de que a ciência explicaria o mundo e com isso não haveria mais necessidade de se recorrer aos aspectos religiosos, mas isso não ocorreu. Apesar de a sociedade valorizar cada vez mais a ciência, as pessoas ainda fazem uso de explicações religiosas para os eventos da natureza e do ser humano.
Como a fé é um fator universal intrínseco ao ser humano, a teoria da evolução de Darwin tem sido refutada em todos os cantos da terra e, como têm surgido novas provas da veracidade da Bíblia, os criacionistas são fortalecidos e aumenta o embate entre as teorias.
É óbvio que a ciência é fundamental para a humanidade e é preciso lembrar que o paradigma evolutivo de Darwin é composto de várias teorias, e algumas delas já estão comprovadas e sendo utilizadas. Mas, o fato de muitos não concordarem com a visão apenas científica para a explicação do mundo é porque ela, sozinha, não consegue responder as questões mais íntimas do ser humano. Além disso, Deus sempre conservará a compreensão da Sua verdade para que a ciência não se sobreponha à Sua vontade. Como Senhor sobre todas as coisas, passará o céu e a terra, mas a Sua palavra não passará (cf. Mt. 24.35).
Os alcances da religião e da ciência são diferentes, sendo a dúvida um pressuposto da ciência e a religião uma questão fundamentalmente de fé. Na ciência, a verdade é transitória, construída paulatinamente e em constante processo de aperfeiçoamento. Pela fé, a verdade é imutável e revelada, nunca construída. A fé não precisa de provas, demonstrações ou argumentos.
A falta de entendimento da natureza distinta dessas duas interpretações do mundo leva alguns a desprezarem a religião, assim como a outros a ignorarem o conhecimento científico. No entanto, elas não são excludentes nem incompatíveis. Deve-se pensar, por exemplo, em vários grandes físicos que eram homens religiosos e sua religiosidade não impedia que eles chegassem a resultados que levassem a novos paradigmas em suas áreas.
No conflito em questão, a fé acaba preenchendo as lacunas não compreendidas pelo darwinismo, o que ajuda a corroborar a contribuição do criacionismo para esclarecer a interrogação. A ciência não esclarece exatamente a origem do universo; também não consegue reproduzir esse momento nem recriar a vida. Esse é um ponto chave, pois, para que um experimento seja considerado científico, entre outras coisas, ele deve poder ser repetido por outras pessoas, em outros lugares, e, dadas as mesmas condições, produzir os mesmos resultados. Exatamente para isso construíram o acelerador de partículas LHC e tentaram reproduzir a vida em laboratório, sendo estes experimentos sem sucesso.
Esse duradouro embate deveria servir de incentivo tanto para a ciência como para a religião, pois o entendimento das duas concepções permite ao homem testemunhar simultaneamente a maravilhosa força criadora de Deus em suas leis naturais e a incrível inteligência e capacidade que Ele nos deu para perscrutar os segredos do universo, o que permitiu o estudo científico de Darwin.
Só entendendo, pela fé e pela lógica, a soberania de Deus na história da humanidade e a limitação da ciência em responder as questões do homem dá para compreender porque um estudo publicado há 150 anos não conseguiu ser totalmente provado por métodos científicos. Bem como porque a Palavra de Deus, escrita há muito mais tempo e inspirada pelo Senhor, jamais conseguiu ser contestada.
Diante de tanta controvérsia e da insistente oposição da ciência, pode-se aplicar a ela o parecer de Gamaliel a respeito de Jesus: “Agora, pois, eu vos aconselho: não vos metais com estes homens. Deixai-os! Se o seu projeto ou a sua obra provém de homens, por si mesma se destruirá; mas se provier de Deus, não podereis desfazê-la. Vós vos arriscaríeis a entrar em luta contra o próprio Deus” (At. 5.38,39).

Rosane Itaborai Moreira

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

A RAZÃO DA FÉ


Razão e fé cristã sempre tiveram uma rivalidade conhecida ao longo da História por disputarem a prerrogativa de explicar os questionamentos da humanidade.
À medida que a ciência passou a explorar e conhecer verdades que antes somente a fé penetrava, parece que foram sendo desvendados os mistérios de Deus. Assim, num mundo cada vez mais explicado pela razão, onde as distâncias diminuíram, partículas subatômicas são conhecidas e as células do nosso corpo podem ser visualizadas, os milagres vão parecendo cada vez menos sobrenaturais, já que, muitas vezes, são explicados pelo conhecimento humano.
É aí, quando o domínio da razão parece ser integral, que a fé se concretiza de maneira mais real e absoluta. É quando, não por ignorância e nem por falta de alternativa, decidimos que, em meio a tantas “explicações científicas”, o lugar da fé é inegociável.
Esse é um grande milagre de Deus: se fazer presente no meio da inteligência e do conhecimento humano, se revelar e preencher lacunas quando tudo já parecia ter sido explicado pela ciência.
No livro A Linguagem de Deus, de Francis S. Collins, diretor do Projeto Genoma e um dos cientistas mais respeitados da atualidade, há o relato de sua conversão do ateísmo ao Cristianismo. Collins fala de como, em meio à complexidade biológica do homem, conseguiu perceber as evidências da existência de Deus. Para ele, não poderia haver tantos sistemas organizados e inter-relacionados simultaneamente que pudessem ter surgido por meio de seleção natural. Ele argumenta que a maravilha e a ordem da natureza apontam para um Deus Criador, a fé sobrenatural em absoluta conformidade com a razão. O autor ainda conta como a morte e a ressurreição de Jesus Cristo se encaixaram perfeita e obrigatoriamente na lacuna que passou a existir entre ele e Deus.
Fé e razão devem caminhar juntas em prol da humanidade, mas a fé não deve ser cega e irracional e nem a razão precisa ser arrogante e intransigente. É necessário ter em mente o objetivo de conhecer e investigar a verdade e jamais esquecer da razão da nossa fé.

Rosane Itaborai Moreira

terça-feira, 19 de agosto de 2008

EM BUSCA DA ARCA


A história da Arca de Noé é uma das mais conhecidas e comentadas das Escrituras. Esse fato bíblico é narrado também em outras fontes escritas externas à Bíblia, sendo que diversos documentos babilônicos descobertos relatam o mesmo dilúvio. O 11º tablete do Épico de Gilgamesh, a maior composição literária da Mesopotâmia, descreve uma arca, animais levados até ela, pássaros sendo soltos durante a grande inundação, a arca repousando sobre uma montanha e um sacrifício oferecido após a arca ter parado.
Segundo a Bíblia, a Arca de Noé era uma grande embarcação de madeira impermeabilizada com betume, com proporções semelhantes aos transatlânticos atuais. Depois do dilúvio, a arca teria repousado no Monte Ararate, antigo reino de Urartu.
Nos últimos anos tem aumentado o interesse na busca pela Arca de Noé. Muitas expedições já foram feitas ao Ararate (foto), uma cadeia com dois montes gêmeos, localizada na Turquia. Sabe-se de relatos, no decorrer da história, de um grande barco em uma montanha nesta região. Achados do século III d.C. mostram que tal fato era de conhecimento geral e que o barco ainda podia ser visto no Monte Ararate.
Hoje, muitos são os que afirmam a existência da embarcação no topo dessa montanha. Em geral, acredita-se que pelo menos uma parte da arca ainda está intacta, não no pico mais alto, mas em algum lugar acima do nível dos 10.000 pés. Encoberta sob gelo e neve na maior parte do ano, apenas em verões quentes a arca pode ser vista e até visitada. Existem muitos relatos documentados de visitas à embarcação, coleta de madeira e fotografias aéreas. Na década de 80, um participante ativo das expedições foi o ex-astronauta da NASA, James Irwin, hoje já falecido.
No entanto, não houve muita evolução na busca da arca. As visitas posteriores feitas ao local descrito pelas diversas expedições não evidenciaram nenhuma informação adicional significativa, o local exato das fotografias aéreas não pôde ser localizado e o número de expedições ao monte diminuiu muito na década de 90.
A Arqueologia continua em busca desta e de outras evidências que possam contribuir para comprovar a história bíblica. Os cristãos parecem estar muito interessados nesta prova, pois, conforme disse Ron Wyatt, um médico anestesista estudioso do assunto, “Se a Arca de Noé fosse real, então toda a Bíblia seguramente era fidedigna”. A credibilidade da Bíblia estaria condicionada à confirmação de um de seus relatos.
É interessante pensar que, apesar de todo o aparato tecnológico que permite até viagens espaciais e pesquisas em outros planetas, as dúvidas sobre o achado no Monte Ararate ainda não foram elucidadas. Falta de interesse em tal pesquisa, dificuldades de acesso à região ou providência divina, não importa. Deixemos de lado por um momento o que dizem os homens e apliquemos as palavras de Jesus: “Bem-aventurados os que não viram e creram” (Jo. 20.29).

Rosane Itaborai Moreira

sexta-feira, 4 de julho de 2008

A PARTÍCULA DE DEUS


Recentemente, uma revista semanal teve como artigo de capa o nascimento do universo com os mais recentes estudos da Física sobre o assunto.
Os estudos levam os cientistas à teoria de que o universo se formou pela expansão de um único ponto, sem o qual nada existiria e por meio do qual todas as coisas passaram a ter massa, ou seja, passaram a existir materialmente. Os cientistas estão à procura desse ponto inicial que eles denominam “bóson de Higgs”, mas apelidam “partícula de Deus”. É a única peça que falta para montar o quebra-cabeça que explicaria a "materialidade" do nosso universo.
Isso, mais uma vez, vem confirmar o que os estudiosos da Bíblia acreditam: que a criação do mundo se deu a partir e por meio de Deus. Se tudo foi criado a partir de um ponto e ordenado de forma harmônica, chega a ser irracional imaginarmos que por trás dessa ordenação do universo não teria uma mente inteligente e com propósitos claros. É atribuir muita sorte ao acaso.
Ainda segundo esta teoria citada acima, esse ponto do tamanho de um próton, numa fração de segundos, cresceu drasticamente, dando início à matéria. Não houve uma explosão e sim uma súbita expansão que deu origem a tudo. Depois, o universo atômico foi formado, nasceram as estrelas, o sistema solar e, por fim, a vida.
Estudando a criação do mundo em Gênesis cap. 1 podemos identificar semelhança com os estudos da ciência não só no que foi criado como também na seqüência da criação: a luz e as trevas, o firmamento, a terra e o homem.
No artigo, até mesmo algumas teorias sobre o fim do universo nos remetem à Bíblia, com as citações sobre o que ocorreria no final dos tempos, como exemplo a ressurreição dos mortos.
Interessante também é ler uma entrevista com um astrofísico que diz que a ciência ainda não explica algumas questões, como essa expansão do universo e o que a causou, e também não tem certeza se há forças desconhecidas que regem o universo. É atrás dessas e outras questões que eles estão.
É verdade que a ciência sempre buscou estudar o nascimento do universo e refutar a Bíblia. Ela tem interesse nesse assunto. Mas, sabemos que Deus e todos os seus desígnios não são explicados pela lógica e, menos ainda, pela ciência. Para conhecer a Deus é necessário ter fé, acreditar em sua existência. Mas sabemos também que os cristãos evangélicos sempre foram criticados por usarem apenas a fé para explicar a sua crença. Quando vemos os cientistas tentando descobrir os mistérios que, pela Palavra, nos foram revelados, a única coisa a fazer é orar para que, ao descobrirem a existência dessa partícula inicial, possam descobrir também o Deus verdadeiro em suas vidas.

Rosane Itaborai Moreira