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domingo, 23 de novembro de 2008

JESUS, A LUZ DO MUNDO


Jesus disse aos seus seguidores: “Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará nas trevas, pelo contrário, terá a luz da vida” (Jo. 8.12). Esse versículo complementa a afirmação em João 3:19a: “O julgamento é este: que a luz veio ao mundo..”. Ao se declarar a luz do mundo, Jesus diz que veio oferecer a possibilidade de uma vida completa, verdadeira, eterna ao homem que estava sob domínio das trevas.
Sabemos que Jesus veio para os judeus para revelar-lhes que Ele era o Messias apontado nas Escrituras. Nos Evangelhos, visualiza-se claramente que Ele procurou dar o entendimento do que havia sido dito anteriormente por meio da Lei e dos Profetas. Assim, Jesus veio para ser a resposta dO que era tão esperado e tão desejado pelo povo de Israel. Ele havia chegado para iluminar o que estava ofuscado na história daquela nação. Da mesma forma Cristo faz na vida de todo aquele que O recebe; Ele é a única solução para reconciliar o homem com Deus, resgatando-o da escuridão e conduzindo-o a uma vida plena.
Ao dizer que é a luz do mundo, Jesus nos fornece algumas verdades. Primeiramente, assim como a luz, Cristo veio para melhorar a nossa capacidade de enxergar. Nós vemos os objetos por que a luz é refletida por eles e daí chega aos nossos olhos. Ao estar presente em uma situação, Jesus faz com que ela seja enxergada de forma clara e nítida. Em segundo lugar, da mesma forma que pouca luz faz com que não consigamos discernir os objetos direito, a falta de Cristo nos direciona para caminhos obscuros, decisões incorretas e conclusões precipitadas. Somente Ele nos fornece discernimento e sabedoria para resoluções acertadas. Finalmente, sabemos que uma luz forte tem a capacidade de fazer com que percebamos os defeitos de um objeto e, paralelamente, Jesus veio para entrar em nosso interior, em nossos relacionamentos, enfim, em nossa vida, para escancarar e clarear tudo, de forma que possa haver conserto, arrependimento e restauração.
O Evangelho de Jesus é confiável porque é capaz de mostrar a realidade sem máscaras. O que não é verdadeiro não fica oculto; antes, é destruído e mostrado de maneira nítida e precisa. Nosso pecado nos é apresentado e não temos como nos esconder, porque é revelado por Aquele que é a fonte de toda luz.
Somente com a presença de Cristo podemos enxergar e escolher claramente o caminho a seguir na jornada de nossa vida. Saberemos qual é o certo e qual leva à destruição. É Ele quem nos conduz em direção a Deus, nos reconciliando com o Pai.
Jesus é a luz, devemos seguir após Ele; senão, ficamos na escuridão e, com certeza, vamos esbarrar nos objetos, cair em buracos, errar o trajeto, andar em círculos, enfim, vamos viver e morrer nas trevas.


Rosane Itaborai Moreira

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

BUSCAI O SENHOR


A única forma verdadeira de se conhecer a Deus é através da Sua própria revelação aos homens, e Deus se faz conhecer porque sempre intenta um relacionamento pessoal com o ser humano.
A criação é em si mesma uma forma de revelação geral de Deus à humanidade. Em Romanos 1.20 está escrito: “Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder, como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas criadas. Tais homens são, por isso, indesculpáveis”. Aqui Paulo declara que essa revelação natural é tão clara e patente aos olhos dos homens que não há desculpa para aquele que não percebe e não enxerga a gloriosa manifestação do poder de Deus na criação, ou seja, na natureza, no universo, no sol, na lua, nas plantas, nos animais...
Outra forma de revelação de Deus é o anseio do homem por respostas que a sua própria capacidade não consegue resolver sozinha. Em Eclesiastes 3.11 está escrito que “Deus colocou a eternidade no coração do homem” e, dessa forma, ele pode buscar a Deus para aquietar as suas questões existenciais e descobrir mais dos propósitos de Deus para a humanidade.
Mesmo com as revelações naturais de Deus, poder-se-ia pensar que, para muitos, uma revelação específica seria mais acertada, pois alguns poderiam ser confundidos pela cegueira espiritual deste mundo ou pela abundância de explicações filosóficas e científicas a que se tem acesso.
Mais uma vez, Deus se mostra através das Escrituras Sagradas, que é a revelação específica, direta aos homens a respeito de todo o plano de Deus para a humanidade. Há hoje também a presença do Espírito Santo que convence o homem do pecado, da justiça e do juízo e testifica nos corações a respeito das verdades eternas de Deus.
Pelas Escrituas, pela fé e pelo Espírito, o homem pode se aproximar e se relacionar com Deus, conhecê-Lo melhor e também ao Seu filho Jesus e Sua obra redentora para a humanidade.
Deus se revela de diversas formas ao homem. A todo o tempo e em qualquer lugar. Não deixe o homem de buscar o Senhor, Ele está disponível a todo aquele que O busca de todo o coração.
Sobre isso, a Palavra de Deus é clara em várias passagens: “Buscai o Senhor enquanto se pode achar” (Isaías 55.6); “Buscar-me-eis e me achareis quando me buscardes de todo o vosso coração” (Jeremias 29.13). Ainda, em Apocalipse 3.20 Jesus adverte: “Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele, comigo”.

Rosane Itaborai Moreira

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

A RAZÃO DA FÉ


Razão e fé cristã sempre tiveram uma rivalidade conhecida ao longo da História por disputarem a prerrogativa de explicar os questionamentos da humanidade.
À medida que a ciência passou a explorar e conhecer verdades que antes somente a fé penetrava, parece que foram sendo desvendados os mistérios de Deus. Assim, num mundo cada vez mais explicado pela razão, onde as distâncias diminuíram, partículas subatômicas são conhecidas e as células do nosso corpo podem ser visualizadas, os milagres vão parecendo cada vez menos sobrenaturais, já que, muitas vezes, são explicados pelo conhecimento humano.
É aí, quando o domínio da razão parece ser integral, que a fé se concretiza de maneira mais real e absoluta. É quando, não por ignorância e nem por falta de alternativa, decidimos que, em meio a tantas “explicações científicas”, o lugar da fé é inegociável.
Esse é um grande milagre de Deus: se fazer presente no meio da inteligência e do conhecimento humano, se revelar e preencher lacunas quando tudo já parecia ter sido explicado pela ciência.
No livro A Linguagem de Deus, de Francis S. Collins, diretor do Projeto Genoma e um dos cientistas mais respeitados da atualidade, há o relato de sua conversão do ateísmo ao Cristianismo. Collins fala de como, em meio à complexidade biológica do homem, conseguiu perceber as evidências da existência de Deus. Para ele, não poderia haver tantos sistemas organizados e inter-relacionados simultaneamente que pudessem ter surgido por meio de seleção natural. Ele argumenta que a maravilha e a ordem da natureza apontam para um Deus Criador, a fé sobrenatural em absoluta conformidade com a razão. O autor ainda conta como a morte e a ressurreição de Jesus Cristo se encaixaram perfeita e obrigatoriamente na lacuna que passou a existir entre ele e Deus.
Fé e razão devem caminhar juntas em prol da humanidade, mas a fé não deve ser cega e irracional e nem a razão precisa ser arrogante e intransigente. É necessário ter em mente o objetivo de conhecer e investigar a verdade e jamais esquecer da razão da nossa fé.

Rosane Itaborai Moreira

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

VERDADE E LIBERTAÇÃO


As revelações bíblicas são, via de regra, revelações específicas a respeito de verdades espirituais, mas também pertinentes a todas as áreas de nossas vidas, permeando e norteando a nossa essência e a nossa caminhada. De todas essas verdades que nos regem, uma das mais contundentes delas talvez seja o versículo que diz: "E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará." (Jo. 8.32)
O contexto desse verso está apontando para o conhecimento pertinente à vida espiritual, mas tal afirmação é tão verdadeira, universal e divina que é aplicável a todas as formas de vivência humana e a todos os aspectos do saber. É muito interessante observar que tudo aquilo que Deus planejou para a humanidade, Ele mesmo disponibilizou de forma ampla e acessível.
Um bom exemplo de como encontramos a verdade divina permeando o nosso universo e o pensamento da humanidade é o Mito da Caverna, citado abaixo, uma metáfora contada pelo filósofo grego Platão, que ilustra bem a libertação através do entendimento da verdade.
De fato, é bíblico e também muito sabido que o conhecimento da verdade gera libertação. O conhecimento da ciência liberta o homem do misticismo, o conhecimento de si mesmo liberta de vícios, o conhecimento do outro liberta de ações e reações controladoras, o conhecimento de Deus liberta o homem da religiosidade, enfim, o conhecimento, qualquer que seja ele, nos possibilita soltar as amarras, ter uma visão mais ampla e nítida da situação. E aí, temos a possibilidade de fazer escolhas certeiras, com menos sofrimento e dor.
O conhecimento permite que a humanidade enxergue além das sombras, que amplie as suas possibilidades. Permite também que o homem liberto e cheio do conhecimento da verdade possa ir em busca de outros e apresentar para eles verdade que o libertou.


O MITO DA CAVERNA - Platão

Imaginemos uma caverna separada do mundo externo por um muro alto. Entre o muro e o chão da caverna há uma fresta por onde passa um fino feixe de luz exterior, deixando a caverna na obscuridade quase completa. Desde o nascimento, geração após geração, seres humanos encontram-se ali, de costas para a entrada, acorrentados sem poder mover a cabeça nem se locomover, forçados a olhar apenas a parede do fundo, vivendo sem nunca ter visto o mundo exterior nem a luz do sol, sem jamais ter efetivamente visto uns aos outros nem a si mesmos, mas apenas as sombras dos outros e de si mesmos por que estão no escuro e imobilizados. Abaixo do muro, do lado de dentro da caverna, há um fogo que ilumina vagamente o interior sombrio e faz com que as coisas que se passam do lado de fora sejam projetadas como sombras nas paredes do fundo da caverna. Do lado de fora, pessoas passam conversando e carregando nos ombros figuras ou imagens de homens, mulheres e animais cujas sombras também são projetadas na parede da caverna, como num teatro de fantoches. Os prisioneiros julgam que as sombras de coisas e pessoas, os sons de suas falas e as imagens que transportam nos ombros são as próprias coisas externas, e que os artefatos projetados são seres vivos que se movem e falam.
Um dos prisioneiros, inconformado com a condição em que se encontra, decide abandoná-la. Fabrica um instrumento com o qual quebra os grilhões. De inicio, move a cabeça, depois o corpo todo; a seguir, avança na direção do muro e o escala. Enfrentando os obstáculos de um caminho íngreme e difícil, sai da caverna. No primeiro instante, fica totalmente cego pela luminosidade do sol, com a qual seus olhos não estão acostumados. Enche-se de dor por causa dos movimentos que seu corpo realiza pela primeira vez e pelo ofuscamento de seus olhos sob a luz externa, muito mais forte do que o fraco brilho do fogo que havia no interior da caverna. Sente-se dividido entre a incredulidade e o deslumbramento.
Ao permanecer no exterior o prisioneiro, aos poucos se habitua a luz e começa a ver o mundo. Encanta-se, tem a felicidade de ver as próprias coisas, descobrindo que estivera prisioneiro a vida toda e que em sua prisão vira apenas sombras. Doravante, desejará ficar longe da caverna para sempre e lutará com todas as forças para jamais regressar a ela. No entanto não pode deixar de lastimar a sorte dos outros prisioneiros e, por fim, toma a difícil decisão de regressar ao subterrâneo sombrio para contar aos demais o que viu e convencê-los a se libertarem também.
Só que os demais prisioneiros zombam dele, não acreditando em suas palavras e, se não conseguem silenciá-lo com suas caçoadas, tentam fazer isto espancando-o.

Rosane Itaborai Moreira